28 de dezembro de 2014

7º Dia – 27/12/2014
Após um temporal regado a granizos, a ponto de quebras uma das janelas do hotel e combinado com dilúvio, o dia amanheceu nublado. As marcas ficaram espalhadas pelas ruas de Uruguaiana-RS. Dia da troca de óleo da motoca sai em busca de uma oficina de moto para tal, todavia a primeira não possuía o óleo Mobil, a segunda estava fechada (já em férias), a tercei estavam limpando-a pois o temporal encheu a oficina de lama lixo e cascalhos, finalmente na quarta tentativa obtive êxito. Enfim motoca em dia o próximo passo era a imigração em Passo de Los Libre, bom para não dar fadiga vou resumir: chegada na migração 11h30, saída 14h00. Pronto já estamos em solo ermano. Os primeiros 180 Km a rodovia era excepcional, perfeita, bem sinalizada, todavia acabei por passar da entrada e só fui perceber uns 20 Km depois. Enfim tinha ainda uma segunda opção, ir pela Ruta 18. Bom ao sair da Free Way e seguir pela segunda opção quase retornei. Uma rodovia em duplicação, mas esta com as obras totalmente paralisadas, abarrotada de remendos, sem acostamento, e com uma trepidação de soltar os parafusos da motoca, me senti nas estradas de Mato Grosso, mas para a minha ALEGRIA, foram apenas 38 Km, apesar de estar com um dos sentidos interditado a estrada se transformou, asfalto novinho, nos 270 Km percorrido por ela não vi um caminhão, somente meia dúzia de automóveis. Predomina a beleza das paisagens dos Charcos Argentinos. Na primeira abastecida em solo argentino já me deparei com as famosas filas para abastecimento. Todavia a qualidade do combustível argentino é indiscutível, após colocar asolina argentina a motoca passou a fazer 20 km/litro contra 16Km/litro com a gasolina brasileira. O ponto alto de hoje se deu na travessia do “Tunel Subfluvia Raul Uranga” construído em 1960 poe um consórcio de empresas alemãs, italianas e argentinas, possui aproximadamente 4.000 metros de comprimento e 32 metros abaixo da linha d’água do Rio Paraná, que liga as cidades de Paraná e Santa Fé. Já quase esquecendo foram cinco postos de Policia Caminera, e foi parado somente uma vez, checagem de documentos e liberado. Amanhã sigo em direção a Mendoza.

Percurso total 555 Km.
Local da Troca de óleo em Uruguaiana.

Olha meu semblante de preocupado...rsrsrsr


Riqueza dos pampas argentinos.


 Estilo de ponte da antiga estrada.
 Vida dura.

 Sabe que gostei da sinalização!!!
Vista da Rodovia
 150 Km depois.....tudo igual....
 Olha a Fila!!!!
 Estrada de concreto.

Duplicação da estrada abandonada.
 
Praça em Parana-Ar

 Túnel subfluvial.

Chegando em Santa Fé

Entardecer

27 de dezembro de 2014

6º Dia – 26/12/2014
Parti de Três de Maio as 14h00 sob um sol escaldante, mas isso era superado com as ótimas condições do asfalto que perdurou até próximo de Luiz Gonzaga, depois a pavimentação esta toda danificada com ondulações, remendos e trepidação até Uruguaiana. Após ter percorrido cerca de 60Km, o céu azul do Rio Grande desabou em água, e assim foi até por volta das 18h00.

Total Percorrido na tarde 396 Km.

 
 Plantações de Arroz
Amigo Max Passamani do Moto Clube Comboio de Loqui
 O que estava por vir...




 Ponte sobre o Rio Ibicui
Rio Ibicui

26 de dezembro de 2014

5º Dia - 25/12/2014
Após passar momentos admiráveis com meus novos amigos, chegou o momento da despedida, quero aqui expressar meus generosos agradecimentos a esse trio, após um farto e demorado café da manhã, Eliseu, Vani e Taís me acompanharam até São Miguel do Oeste, afinal para quem tem o espirito motociclístico, todo acontecimento é um pretexto para rodar de moto. Esse quinto dia foi de estradas boas e paisagem que só podem ser apreciadas na Bela e Santa Catarina, assim como nos Pampas do Rio Grande do Sul. Sou um motociclista com resistência ao uso do GPS como instrumento de navegação, por opções e alguns entendimentos de cunho pessoal, todavia excepcionalmente hoje me rendi aos encantos e praticidades do equipamento, mas logo a primeira experiência foi desastrosa, após inserir o meu destino segui as orientações da navegação, e após aproximadamente 20 Km me deparei chegando a uma cidadezinha onde findava a rodovia pavimentada. Conclusão: desligar o GPS, retirar o mapa da mochila e retornar 15 km até o entroncamento mais próximo e seguir viagem. Agora sim me sinto mais confiante e seguro para seguir viagem. Poucos quilômetros rodados e reencontro com familiares queridos em Três de Maio-RS.

Total percorrido 356 Km.

                                     
Café da Manhã com amigos
Momento da despedida


 Bela Estrada de Santa Catarina 






Paisagens do Rio Uruguai

 Orientação do GPS



 Família Linda
Tios Adoráveis

25 de dezembro de 2014

4º Dia – 24/12/2014

Bom em fim hoje o tempo firmou, durante toda a manhã o céu se mostrou azul e límpido, a rodovia 163 do Mato Grosso do Sul, assim como no estado de Paraná está bem conservada, com boa sinalização horizontal e vertical. A Suzy esta com um desempenho espetacular, mas com “põe e tira” do tanque de ontem, acabou por ocasionar que o marcador do combustível sempre marca tanque cheio. Isso é bom, não necessita de abastecimento. Rsrsrsr. Brincadeira a parte, esse detalhe acaba sendo uma preocupação para o controle do combustível. Nessas andanças sempre cruzamos os caminhos de outras pessoas e elas cruzam os nosso. Mas as pessoas que conheci hoje foi algo inexplicável. Chegando na cidade de Barracão percebia que havia a necessidade de acrescentar 300 ml de óleo no motor, todavia nos dois posto que havia parado para abastecer não tinham óleo Mobil. A uns oito quilômetros antes de chegar em barracão fiz uma ultrapassagem de uma V-Stron e uma Hornet, e logo após fui ultrapassado por elas, nesse instante pedi informação acerca de um local para comprar o óleo. Ai a minha surpresa que o motociclista me pediu para acompanha-lo. Então conheci Eliseu e sua jovem esposa Vani, seus amigos Augusto e Tais. Pessoas maravilhosas, de uma simpatia ímpar, a impressão que tive foi de conhecê-los já a muitos anos. Conversa girava obviamente sobre motos e viagens, assim fui convidado para passar a noite de Natal junto com eles, e de sobra ainda uma pernoite. O Eliseu assou uma carne, rolou uma bebida argentina chamada “Fernet” assim como não podia faltar uma cervejinha. Para quem ia passar uma noite de natal no quarto de um hotel. Recebi um presente de Natal. Quatro novos amigos de uma vez. Fico muito grato a acolhida dos irmãos do Moto Grupo Piratas da Fronteira. Desejo que nesse dia especial, onde o espirito da confraternização universal esta latente para que sintonizamos na irmandade, todos possam receber o presente da amizade. Feliz Natal a todos.




Eliseu

Da esquerda Augusto,Tais, Vani, Eliseu e Eu.

23 de dezembro de 2014

3º Dia – 23/12/2014

Amigos, o dia hoje foi de mecânicas. Digo mecânicas, pois foram três visitas para que o problema fosse equacionado. Primeiramente fui, por orientação do amigo Nilson Neves, até a GP Motos, onde fui prontamente atendido pelo “Tato”, que apesar que estar preste a entrar de férias, nos atendeu com a máxima atenção, fazendo tudo que estava ao alcance de suas ferramentas. Em resumo, não identificamos problemas algum com a bomba de combustível, que era uma das suspeitas, assim como nada de anormal com o filtro de ar, segunda e mais remota desconfiança. Então era necessário procurar uma concessionária Suzuki para submeter a Suzy a uma equipe técnica específica da marca e modelo. Nesse momento que surge um grande dilema. A concessionária mais próxima teria que retornar 54 Km, até Dourados, ou seguir em frente até Cascavel, 363 Km. Para segurança e a boa saúde da Suzy, voltei para Dourados. Chegando a concessionária, por volta das 12h00, surpresa....”Último dia de trabalho da semana, pois entrariam em recesso retornando após o Natal.” E o Nilson, mecânico experiente em motos de altas cilindradas foi presentado com o nascimento de uma linda filha, e se encontrava em licença paternidade de 5 dias. Tudo estava indicando que eu a Suzy passaríamos o Natal em Dourados, todavia o gerente da loja o Sr. Valdemar Vasconcelos, assim como o Fábio, não mediram esforços para encontrar uma maneira para que eu pudesse seguir viagem. O Fábio se dispôs a passar o “router”  para apurar um diagnóstico, e posteriormente procurar outro mecânico que se dispusesse a fazer os reparos. Bom foi a única opção disponível, assim o fizemos. Problema identificado pelo equipamento: problema 1: “mal funcionamento da borboleta inferior”, problema 2: “mal funcionamento do censor de temperatura da entrada de ar.”  Bom apesar da notícia, fiquei feliz, pois agora sabia qual era o problema da moto. Sabe então quem passou pela oficina para dar uma espiadinha? O Nilson “paizão fresco ainda”, que deu o aval na leitura do equipamento. Então me dirigi até a Kimi Motos, onde foi recebido pelo proprietário Kimihiro, a qual explique a situação e ele se dispôs a me ajudar para que pudesse seguir viagem. Nessa altura já se passava alguns minutos da 15h00. Então começou o trabalho. Kimihiro é um mecânico com grande conhecimento na área de injeção eletrônica, e após algumas verificações fez seu diagnóstico.  Em resumo, por volta das 19h20 a motoca estava tinindo novamente. Defeitos encontrados, dois fios rompidos, justamente aqueles que levavam a corrente para os sensores que foram indicados pelo equipamento. Mas para garantir, foi feita mais uma limpeza na injeção, pois não faz há de fazer mal. Voltei para Caarapó onde havia deixado as mochilas, para amanhã cedo seguir viagem.
No final do dia fiz uma reflexão do ocorrido. A Suzy já esta com mais de 63.000Km rodados, é a primeira vez que ocorre uma situação dessas, estrada é assim mesmo, podemos sair com a motoca toda revisada, contudo o abastecimento em diversos postos de combustíveis durante o dia, o calor, trepidação, chuva, leva o veículo a ser colocado em prova a fadiga de suas peças e componentes. 



Na oficina do Tato. GP Motos

Fabio analisando o equipamento na Motofama Suzuki


Kimihiro desmontando a Suzy

Fio quebrado

Finalizando o dia com um lindo por do sol em Caarapó-MS


2º Dia - 22/12/2014.
Logo cedo ao acordar, percebi que o céu estava encoberto com uma garoa persistente, mas mesmo assim vestia a indumentária para chuva e parti. Após percorrer cerca de 100 km a garoa se transformou em uma chuva, e depois em uma torrente de água, obrigando a parar em um posto de combustível por aproximadamente uma hora até que a chuva amenizasse. Assim que a chuva diminuiu parti, e igualmente após 58 Km interrompi a viagem, pois as condições pluviométricas não permitiam uma direção segura, carros e caminhões formavam filas nos dois sentidos da pista, se deslocando com velocidade abaixo de 50Km/h. Esse deslocamento forma uma espécie de nevoeiros entre os veículos que dificulta a visibilidade, ficando o motociclista vulnerável entre os outros veículos. E assim foi se passando o dia chuva... muita chuva... extremamente chuvoso. No final da tarde, não sei ainda se decorrente da pilotagem na chuva ou algum outro problema, a moto começou a ter problemas no rendimento, não tinha torque nas retomadas de velocidade, as ultrapassagens já não tinham a segurança do início da viagem, ao ponto de já ao cair da noite, não possuía força para rodar mais que 80Km/h, e toda vez que precisava da força do motor de 800cc, ele praticamente afogava. Evitando riscos desnecessário obriguei-me a parar muito antes do programado para o dia de hoje, em Caraapó-MS. Mas como tudo que acontece na vida tem um ensejo. Essa parada fora do programa me trouxe até o Neves Palace Hotel, onde tive o prazer de conhecer um ilustre senhor, “Nilson Neves” motociclista de longas datas e grandes viagens e, seguramente muitas histórias.

624 Km percorridos.  

O céu que esperava por desabar em chuva

1ª parada

2ª parada, Agora até quem estava de automóvel resolveu aguardar a chuva diminuir.

Eu e o Sr. Nilson em seu escritório de motos.

Filosofia do Sr. Nilson Neves.




1º Dia 21/12/2014
Partida de Sorriso se deu por volta das 9h00, para quem vai iniciar uma viagem tão longa, não há necessidade de pressa, não é mesmo. Afinal iria passar momentos agradáveis com meus irmãos e amigos do Distrito de Primavera, distante 40 Km de Sorriso.
Mas vamos logo aos primeiro dia de estrada. O dia estava nublado, digno de um mormaço mato-grossense, beirando os 40°. A rodovia BR 163 no trecho entre Sorriso e Cuiabá esta toda recuperada, contudo o volume de caminhões é continua sempre o mesmo, ou seja, muiiiiitos caminhões. Tudo transcorria dentro do programado, todavia no trecho compreendido entre Cuiabá a Rondonópolis, com apenas 214Km, foram gastos quatro sofridas horas de calor escaldante, em uma rodovia com incontáveis buracos espalhado por toda a extensão, uma miscelânea ameaçadora com carros disputando ultrapassagem em meio a inúmeros de caminhões viajando em comboios em uma pista precária e sem acostamento. Findando a grande massa de caminhões que se desloca até o porto seco da América Latina Logística em Itiquira, o restante da estrada até Sonora-MS, foi tranquila e calma, voltando a ter uma pista com pouco movimento, recuperada, sinalizada e com acostamento.

731 Km percorridos no Dia.





Trecho entre Cuiabá e Rondonópolis, vigilância constante.


Boas estradas mais ao sul.

22 de dezembro de 2014

Considerações Iniciais

Estar aqui escrevendo sobre os preparativos para uma nova jornada de moto, é uma satisfação pessoal que quero compartilhar com todos os meus amigos. Penso que não basta possuir uma moto para ser motociclista, é necessário possuir o espírito nômade e livre, sentir a satisfação de a cada dia estar em uma nova cidade, fazendo novos amigos em cada parada, estar disposto para enfrentar desafios e não sucumbir diante dos intemperes do caminho. Quando escolhi o Ushuaia como destino para a viagem desse ano, inúmeras observações se puseram a reflexão, entre elas destaco a distância, em torno de 18.000Km (ida e volta), outra não menos importante é o caso de parte da estrada ainda não ser pavimentada, sendo ela do “temido” rípio, com a agravante de estar fazendo a jornada com uma moto estilo custom, segundo os padrões, “imprópria” para tal aventura. Mas nada pode ser obstáculo diante do objetivo de estar realizando a conquista da descoberta de um lugar que habita ao sonho de muitos aventureiros. O trajeto deste ano irá incluir a “Carretera Austral” com seus lagos, vulcões e geleiras na Patagônia Chilena, a Rota 40 no inóspito sul Argentino, e o último ponto habitado da América do Sul. Moto revisada, chek-list visto e revisto, então esta na hora de partir.
Abraço a todos.

Sorriso-MT, 21 de Dezembro 2014.

Suzy pronta para a viagem

Percurso